9 metodologias de gestão de estoques para a sua empresa

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A gestão de estoques é de fato uma atividade de suma importância dentro de uma empresa. O fato é que o controle de estoque é algo imprescindível para os lucros da organização. Sem ele, não é possível controlar o que se tem dentro da instituição, podendo até ocasionar erros de venda. A prática ajuda na otimização de recursos que oferece o controle e a redução de desperdícios, por exemplo.

O controle de estoque ajuda muito a acompanhar todo o fluxo de materiais e conseguir dados suficientes para criar atividades de melhoria e tomar decisões mais acertadas. Dessa forma, fica mais fácil evitar faltas e excessos de materiais, diminuir custos, otimizar os processos e maximizar a produtividade.

Neste post apresentaremos 9 metodologias que te ajudarão na gestão de estoque de sua organização. Acompanhe!

1. ERP

A sigla ERP significa Enterprise Resource Planning — em português, pode ser entendido como “sistema de gestão empresarial”. Essa metodologia permite a otimização do fluxo de informações e junção de dados de todos os setores da empresa por meio de um software específico, implementado para analisá-los.

Com o ERP, é possível administrar o negócio e tomar decisões estratégicas de modo mais rápido, já que tem ao alcance de suas mãos todos as informações consideradas relevantes relacionadas a:

  • histórico de vendas;
  • prazos de entrega dos fornecedores;
  • armazenamento da matéria-prima;
  • produtos já prontos para a venda ou em etapa de finalização;
  • dados financeiros;
  • períodos do ano com aumento de vendas.

Informações como essas são primordiais para que seja possível administrar de forma satisfatória o negócio e não perder lugar no mercado. Inclusive, implantar um bom software ERP possibilita, ainda, a criação de inventários gerais e rotativos, diminuindo perdas e desvios.

É possível realizar análises individuais de desempenho de cada produto vendido e, assim, desenvolver estratégias e ações de marketing para impulsionar o lançamento do produto no mercado, desafogar o estoque, ou até mesmo, parar, de modo temporário, a produção.

Dessa forma, se um produto tiver um bom resultado, devem ser tomadas medidas para maximizar a sua produção. Obtendo todos esses dados, o administrador consegue determinar os rumos que a organização precisa tomar.

2. SRM

SRM significa Supplier Relationship Management ou gestão do relacionamento com fornecedores, em português. Essa é uma das ferramentas mais estratégicas para controle de estoque. Utilizando um conjunto de atividades que otimizam a relação da organização com os fornecedores, se torna possível a tomada de decisões baseadas no fluxo de entrada e saída de alguns produtos.

Devido ao fato de serem utilizados fornecedores diferentes para a produção de um produto, cada um com uma matéria-prima específica, é primordial a comunicação do administrador com todos eles. E, com um bom software SRM, é muito mais fácil controlar os processos relacionados aos materiais utilizados, inventários e compra de bens e serviços.

O resultado disso é a diminuição dos gastos e o aumento da qualidade do produto final. Afinal, o SRM otimiza os processos de controle de estoque, tornando-os mais eficazes e rápidos. Inclusive, possibilita um melhor relacionamento com fornecedores, permitindo negociações mais eficientes e formas de passar esses diferenciais para o cliente final.

3. Just in time

Just in Time, traduzido para o português significa “No tempo certo”, é direcionado para a diminuir os gastos, fazendo com que o estoque chegue a um nível mínimo necessário para assegurar o atendimento dos pedidos de venda. Nessa situação, eles são comprados a fim de suprir uma demanda de curto prazo.

É preciso manter um controle rigoroso, a fim de evitar faltas e perdas de vendas, dado que há o risco de maximizar a demanda e também de as mercadorias só chegarem depois do prazo previsto. Inclusive, para que essa metodologia funcione na prática, é necessário fazer parcerias com fornecedores de confiança, que tenham a capacidade de disponibilizar o que é preciso na constância necessária.

Na verdade, é essencial determinar um ponto de fornecimento, em que o estoque consiga chegar a um certo nível de segurança e crie um alerta de que uma nova compra deve ser feita. Porém, é preciso levar em consideração o prazo total do processo de compra e também o tempo pedido pelo fornecedor para entregar os produtos.

4. Curva ABC

Esse é um método que faz a análise do estoque que auxilia na identificação da importância dos produtos, levando em conta sua representatividade com relação ao faturamento, giro e lucratividade. Nesse cenário, é possível dizer que:

  • itens classe A: esses itens são considerados os mais relevantes e os que apresentam um giro razoável. Porém, representam uma grande parte dos lucros e do faturamento — devido ao alto preço de venda;
  • itens classe B: se referem a maior parte do estoque e apresentam um alto giro e que, devido a esse volume de saída, colaboram muito para que os lucros e o faturamento sejam satisfatórios;
  • itens classe C: apresentam baixa saída e, devido a isso, não são tão significativos no faturamento e lucros conquistados no mês. Todavia, são elementos muito importantes no estoque, visto que o cliente pode procurar por eles.

Essa classificação dos itens é uma ótima maneira de conduzir as decisões de compras, tornando esse processo mais acertado. Dessa forma, se sabe que o recomendado é investir a maior parte do capital de giro adquirindo itens da Classe B. Já os pertencente a Classe C podem ser comprados com menos frequência, apenas quando realmente for necessário para ter um estoque.

5. PEPS

Esse método segue o preceito de que os itens mais antigos do estoque são os que precisam ser vendidos primeiro. Daí surge o significado dessa sigla —“primeiro a entrar, primeiro a sair”. É uma das ferramentas de gestão de estoque que as organizações mais utilizam atualmente.

Alguns de seus benefícios são: o combate a perdas, o controle do prazo de validade dos produtos e a aproximação do valor de cada produto com o seu valor real, visto que o cálculo é realizado a partir dos itens mais antigos para os mais novos.

Inclusive, a utilização do PEPS possibilita a simplificação de outros processos logísticos primordiais para o crescimento da empresa. Por essas razões, é possível dizer que o PEPS é o mais recomendado, principalmente por ajudar na gestão da logística e por evitar perdas.

6. Estoque Mínimo

Essa metodologia acontece quando há um ‘estoque de segurança’. Isto é, além da quantidade mínima imposta, existe um estoque com alguns produtos a mais, caso ocorra um aumento de demanda ou outros prováveis acontecimentos. Esse estoque é utilizado em caso de uma falta de produto para conseguir fazer a reposição dos produtos que já saíram.

O estoque mínimo também apresenta um cálculo, para que a organização saiba qual o grau da sua necessidade. Ele apresenta duas fases. Primeiramente, é necessário calcular o seu consumo médio diário. O resultado do consumo de produtos em um determinado tempo, dividido pelo número de dias desse período. Dessa forma, a segunda fase é a multiplicação do tempo de reposição de um produto e do consumo médio diário.

7. Custo médio

O custo médio é também conhecido Média Ponderada Móvel e está mais direcionado para pagar os materiais. Nessa situação, é feito o recalculo do valor do estoque sempre que chegarem novas mercadorias, considerando a média mensurada de todos os valores.

É uma forma muito utilizada no plano contábil, dependendo do modelo de negócios. Todavia, se formos considerar também a logística envolvida na gestão de estoque, o mais indicado continua sendo o uso do método PEPS.

8. UEPS

A metodologia UEPS — último que entra é o primeiro que sai — parte da hipótese que o custo de todo o estoque tem relação com o preço das últimas compras que foram realizadas e lançadas no registro do estoque.

O UEPS é o oposto da metodologia PEPS e, nesse cenário, são usados os valores mais atuais, já que estão relacionados aos últimos custos gerados com a reposição dos produtos. Todavia, é importante ressaltar que ele pode criar problemas com o Fisco e também com empresas que trabalham com mercadorias perecíveis.

9. PVPS

O PVPS é fundamentado no primeiro que vence é o primeiro que sai. Por mais que haja semelhança com o PEPS, ele considera a data do vencimento dos produtos — e não a data em que foram recebidos. O maior benefício é que ele auxilia na redução considerável no índice de perdas por obsolescência e validade, por exemplo.

Como podemos ver, há várias maneiras de realizar a gestão de estoques e torná-la mais eficaz, de forma que se tenham os produtos necessários para a venda sem que seja preciso empregar um grande número do capital de giro.

Ao escolher entre os diversos softwares de gestão empresarial que o mercado dispõe, é muito válido investir em metodologias que apresentem um custo que seja compatível com os benefícios oferecidos.

Em contrapartida, também é de suma importância buscar fornecedores que assegurem o suporte adequado, a fim de atender as organizações em casos de capacitação para a utilização das ferramentas ou de falha dos equipamentos.

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